Inteligência emocional: os benefícios da resiliência

Um elástico pode esticar até deformar e arrebentar, ou pode ficar ileso após ser distendido. Na física, essa capacidade de um material voltar ao seu estado natural depois de ter sofrido tensão é chamada de resiliência. No dia a dia, muitas pessoas demonstram essa mesma habilidade: se recompõem rapidamente após situações extraordinárias em sua vida pessoal ou na carreira.

No mercado de trabalho, profissionais com elasticidade emocional reduzem os efeitos do estresse na organização e a incidência de doenças e de acidentes. O desempenho individual e a eficiência nas tarefas melhoram. Presidente da International Stress Management Association (Isma-BR), entidade dedicada à prevenção e ao tratamento do estresse, Ana Maria Rossi explica que algumas pessoas nascem com essa característica e outras podem desenvolvê-la:

– Para aprimorar essa competência, o profissional precisa trabalhar a autoestima, treinar o autocontrole, buscar ser flexível de forma criativa e estabelecer metas a si mesmo. O otimismo e o senso de humor também se tornam aliados de quem quer evoluir nesse sentido.

Se colocar no lugar do outro

Quanto mais qualificado for o estilo de vida do profissional, melhor ele vai responder aos estímulos – positivos e negativos – diários. De acordo com o coordenador do treinamento vivencial Conexão Alpha do Rio Grande do Sul, Léo Berlese, as empresas podem proporcionar aos funcionários as ferramentas para incentivar esse comportamento.

– A capacidade de empatia (de se colocar no lugar do outro) é uma das chaves para o líder estimular as qualidades nos componentes de seu time. Primeiramente, ele precisa entender que um fato, por si só, não tem emoção. O sentimento é gerado a partir do significado que aquela questão tem para cada um – ensina Berlese.

Corpo ativo faz aumentar disposição

Para reduzir os danos à saúde, ações como o Programa de Desenvolvimento Psicossocial, do Banrisul, ajudam a estimular o fortalecimento das relações interpessoais e a melhoria do ambiente laboral. Atividades ao ar livre são um ponto importante na estratégia da instituição de auxiliar profissionais expostos ao risco de violência.

– Corpo ativo ajuda a tornar a pessoa mais resiliente. Quando ela começa a produzir os hormônios de bem-estar por meio da atividade física, se sente mais forte e disposta a superar os seus limites – afirma a coordenadora da área de qualidade de vida do banco, Cláudia Lucchese.

QUER SER RESILIENTE? CONFIRA COMO

1. Seja flexível
● É a capacidade de adaptação das pessoas. Se um objetivo dela não funciona, ela tem a capacidade de mudar para o plano B, tem a capacidade de se estruturar e crescer em consequência desta mudança e não sofrer em função dela.

2. Seja criativo

● Se a pessoa não pode ter aquilo que ela gostaria (como uma posição de mais destaque no trabalho, por exemplo), trabalhar a criatividade ajuda a se organizar para ter aquilo que não pode ter. Muitas pessoas ficariam deprimidas, mas o resiliente se foca em algo que ajude a mudar a situação, como um curso de especialização ou sendo mais proativo e prestativo com o grupo que ele quer liderar.

3. Tenha objetivos definidos
● A curto, médio e longo prazo, tenha planos. E gratifique-se com as conquistas, em vez de focar a atenção nas frustrações. Ao contrário disso, foque em meios de compensar o que deu errado, preparando-se para lidar com a situação em vez de sofrer com pensamentos do tipo: “por que isso está acontecendo comigo”? Para evitar sofrimento desnecessário, foque na situação, em como vai lidar e sair dela, e não nas emoções ou nas suas reações.

4. Preste atenção no seu corpo
● Fique consciente dos seus limites físicos e não perca de vista as reações fisiológicas e emocionais que o corpo dá para evitar desconforto e dor.

5. Cultive boas relações e o que faz você feliz
● Não deixe de lado os relacionamentos afetivos, amorosos e a família. Procure conversar, jogar conversar fora, ser relaxado e, principalmente, ser feliz.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/trabalhador/2014/07/07/inteligencia-emocional-os-beneficios-da-resiliencia/?topo=52,1,1,,186,e187

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Uma fotografia cinematográfica em ângulo baixo, capturando um jovem adulto (25-35 anos) parado no centro de uma rua urbana movimentada e nublada ao anoitecer. Ele está de costas para a câmera, olhando para cima. Diante dele, ergue-se um enorme outdoor digital moderno (painel LED), iluminando a cena com uma luz azulada e suave. No centro do outdoor, em letras brancas, grandes, em caixa alta e fonte sem serifa, lê-se: TDAH?. A interrogação é ligeiramente menor que as letras. O fundo do outdoor exibe gráficos abstratos de conexões neurais que parecem ligeiramente fragmentadas. O jovem segura um smartphone na mão, a tela está acesa, mas ele está distraído olhando para o painel. A multidão ao redor está desfocada (motion blur), sugerindo a sensação de desconexão e dúvida interna da pessoa.

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